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	<title>Recurso ao Judiciário &#8211; Perottoni Advogados</title>
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	<description>Escritório de advocacia especializado em Direito Empresarial, Tributário, Civil, Previdenciário e Administrativo.</description>
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		<title>Fazenda já pode recorrer à Justiça em caso de derrota no Carf</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Perottoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 12:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CARF]]></category>
		<category><![CDATA[Receita Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fazenda Nacional já pode recorrer ao Judiciário quando for derrotada no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Não é necessária alteração legal para essa medida, aventada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no anúncio do seu primeiro pacote de medidas fiscais. A informação foi dada pela procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, em entrevista [&#8230;]]]></description>
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<p>A Fazenda Nacional já pode recorrer ao Judiciário quando for derrotada no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Não é necessária alteração legal para essa medida, aventada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no anúncio do seu primeiro pacote de medidas fiscais. A informação foi dada pela procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, em entrevista ao Valor.</p>



<p>“Eu disse para o ministro que a gente tem a competência [para recorrer]”, diz. De acordo com ela, essa é a interpretação da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) da&nbsp;<strong>Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União</strong>&nbsp;(Lei Complementar nº 73, de 1993). “A gente representa a Fazenda Nacional ativa ou passivamente. Em casos específicos é possível recorrer à Justiça, como já aconteceu. Estamos estudando.”</p>



<p>Estão sendo analisadas, acrescenta, as&nbsp;<strong>teses&nbsp;</strong>em que a Fazenda apresentaria recurso.&nbsp;“Em algumas teses, o Carf acabou decidindo contra decisões do Judiciário. Em outros casos, a jurisprudência ainda estava sendo formada. É uma análise da tese e do processual, de qual a melhor estratégia que a gente vai usar”, afirma.</p>



<p>Entre os temas em estudo, segundo Anelize, está o da “<strong>trava de 30%</strong>” &#8211; o limite anual de prejuízo que pode ser abatido do cálculo dos tributos federais que incidem sobre o lucro. Foi fixado pelas leis nº 8.981 e nº 9.065, ambas de 1995. Antes todo o prejuízo podia ser deduzido.</p>



<p>A PGFN ainda analisa qual o instrumento processual adequado. Para Anelize, existem muitos argumentos para recorrer, além da tese, para dizer que a decisão, apesar de ter sido tomada pela estrutura da administração pública, está violando o sistema tributário de forma geral e causando distorção na concorrência.</p>



<p>Lana Borges, chefe da procuradoria-geral adjunta de Representação Judicial, reforça que há temas em estudo.&nbsp;“O que vai na frente é essa preocupação com a afronta de precedentes.&nbsp;É uma garantia inclusive para os contribuintes, para toda a comunidade jurídica”, afirma ela, lembrando que as decisões do Carf, até então, na tese da trava de 30% eram em sentido contrário ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p>



<p>O entendimento do Carf sobre a trava de 30% já começou a ser revertido no primeiro dia de julgamentos com o retorno do voto de qualidade &#8211; o desempate pelo presidente da turma julgadora, representante da Fazenda.</p>



<p>A relatora, conselheira Lívia De Carli Germano, representante dos contribuintes, disse, no julgamento de um caso sobre o assunto, que até 2009 a matéria era pacífica, depois passou a ser julgada com voto de qualidade contra as empresas. Com a mudança no desempate em 2020, acrescentou, voltou a ser favorável ao contribuinte. Para ela, as decisões de turma do STJ não vinculam o Carf &#8211; que só é obrigado a seguir repetitivo (a palavra final do STJ sobre um tema).</p>



<p>De acordo com Tathiane Piscitelli, professora da FGV Direito SP, o contribuinte, quando perde, pode ir ao Judiciário via mandado de segurança ou ação anulatória porque o princípio da universalidade da jurisdição se aplica aos cidadãos como forma de contenção do poder do Estado em face deles.&nbsp;“Nesses termos, a autoridade tributária não teria a universalidade de acesso a jurisdição. O próprio Código Tributário reconhece que a decisão administrativa final reconhecendo que tributo não é devido gera extinção do crédito tributário”, afirma.</p>



<p>O <strong>voto de qualidade </strong>representa, em certa medida, um equilíbrio a essa distribuição de forças que não é igual entre contribuinte e Fazenda, segundo Tathiane. Mas, por outro lado, é um mecanismo controvertido na medida em que o Fisco acaba sendo privilegiado. Para a professora, é compreensível que a PGFN recorra como forma de equilíbrio, “mas não há respaldo legal”.</p>



<p>Fonte: Valor Econômico, 03/02/2023 &#8211; valor.globo.com</p>



<p></p>
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